É verdade, já não escrevo nada no blog há 20 dias, e vós mereceis um pedido de desculpas formal. Mas não vão ter nada disso porque não há tempo. Peço no entanto desculpa pelo meu português que começa a enferrujar.. Bem, como podem imaginar, por mais incrível que isto seja, não há acontecimentos suficientes que sejam dignos de serem relatados todas as semanas. Todavia, o fim-de-semana passado fui a Chicago e é disso que esta crónica se trata.
Sábado, 19 de Outubro de 2013: Pelas 6h da manhã a minha mãe e eu (para quem reparar é de propósito) levantámo-nos e metemo-nos no carro a caminho da estação de comboio, onde estavam os outros 30 AFSers que estão, tal como eu, a viver no Indiana. Sempre fiel ao estilo português fomos os últimos a chegar e por pouco não perdemos o comboio. Na carruagem sentei-me ao lado de um suíço e em frente a uma indonésia e uma sul-africana. Isto só para vos dar um cheirinho da misturadela de culturas e países que para ali andavam. Depois de 3h de viagem, chegámos a Chicago, mais conhecida como a "Windy City" e já vão perceber porquê.
Quando saí da estação vi uma coisa que nunca tinha visto: prédios. Mas não eram prédios quaisquer, eram arranha-céus, daqueles que arranham tanto que até fazem ferida. O primeiro programa do dia consistia em passear num daqueles autocarros de 2 andares pela "downtown" da cidade. Durante 2 horas ziguezagueamos por entre torres, enquanto que um guia nos introduzia a cidade, por entre piadas e anedotas surpreendentemente engraçadas. Ao principio ri-me alto, mas ás tantas deixei de conseguir.. Porquê? porque a minha boca congelou com aquele vento gelado a bater-me nas trombas. Mesmo assim adorei este passeio pois consegui ver todo o centro da cidade, uma cidade moderna diferente de qualquer outra capital europeia que já tinha visitado. O passeio acabou á porta do restaurante onde iríamos almoçar.. Porta do restaurante não.. Porta do elevador do restaurante. O restaurante em si era no 95o andar, com uma vistaça da cidade de Chicago. Mas para chegar lá acima tivemos de subir num elevador supersónico que causa dores nos ouvidos por causa da pressão. Mas não podia ter valido mais a pena.
A seguir a um buffet absolutamente razoável, estava na hora de passear pela cidade. Para as miúdas, era sinónimo de compras, para mim, era sinónimo de.. passear. Durante este passeio, vi uma noiva a tirar fotografias. Pensei em pedir para tirar uma fotografia com ela e depois dizer "Casei-me em Chicago" mas no momento da verdade tive vergonha.. Felizmente, vi mais 19 noivas (acho que casar em Chicago a 19 de Outubro é o que está a dar) mas destas 19 noivas, 19 eram gordas. Por isso mudei de ideias e achei que era melhor não pedir nenhuma fotografia, ou ainda iam achar que estava a gozar com a sua estrutura física. Bom, por isso resignado lá continuei á deriva pelas avenidas de Chicago, observando artistas de rua, festas mexicanas (quinceaneras) e cheerleaders a fazerem sessoes fotograficas. Foi absolutamente incrivel. Depois de uma tarde a vadear pela cidade, jantámos num restaurante e dirigimo-nos para o comboio. Estava na hora de voltar para casa e depois de uma viagem de 3h em que tivemos conversas culturais extremamente interessantes (somos uma cambada de intelectuais) cheguei a casa pelas 3h da manhã. Já não sentia os pés. Ah sim, porque cortei-me no pé a tomar banho antes de ir para Chicago por isso só conseguia calçar paez. Por isso lá fui eu, de paez e meias passear-me pela chuva de Chicago!
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| A vista do restaurante onde almocei brócolos com peixe. |
